terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TRABALHO SENTADO: RISCOS ERGONÔMICOS PARA PROFISSIONAIS DE BIBLIOTECAS, ARQUIVOS E MUSEUS

Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação - ARC - Vol. 3 - Edição Especial Copyright © 2011 AERPA Editora
Curso de Introdução a Conservação e Restauro de Acervos Documentais - CICRAD - Trabalhos de fim de Curso Convênio AERPA - CFDD do Ministério da Justiça - no
 748319/2010 

TRABALHO SENTADO: RISCOS ERGONÔMICOS 
PARA PROFISSIONAIS DE BIBLIOTECAS, ARQUIVOS E MUSEUS 
Johnson Brito de Lima (*); Gleice Araújo da Cruz (*) 
(*) CICRAD - Curso de Introdução à Conservação e Restauro de Acervos Documentais em Papel 


Introdução 

As doenças ocupacionais são adquiridas por meio de exposição dos trabalhadores aos agentes ambientais, físicos, químicos, biológicos e ergonômicos em situação acima do limite tolerável. A NR 15, que dispõem sobre as Atividades e Operações Insalubres, define o Limite de Tolerância (LT) como a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. 
Dos agentes citados acima, o ergonômico é o mais recente, sendo responsável por ocasionar doenças do trabalho como Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). 
Segundo Moraes (2010), a LER e a DORT representam 80% dos afastamentos dos trabalhadores, sendo que algumas doenças ocupacionais podem surgir mesmo depois do trabalhador se afastar do agente causador. 
Neste artigo, propõe-se analisar o ato de trabalhar em posição sentado, bem como as consequências de uma postura ergonômica inadequada nas atividades diárias dos profissionais que atuam em bibliotecas, arquivos e museus. O artigo debate ainda aspectos teóricos e práticos do trabalho, da ergonomia e da postura sentada no mundo contemporâneo do trabalho. Pretende-se propor reflexão sobre o tema, com o objetivo de criar uma cultura preservacionista em relação à saúde do trabalhador nas referidas instituições.

Materiais e Métodos utilizados na pesquisa 

O Brasil possui, atualmente, 34 Normas Regulamentadoras (NR), que obrigam as empresas ao cumprimento de normas relativas à segurança e medicina no trabalho. 
Para o desenvolvimento do artigo utilizaremos com mais afinco a NR17: Ergonomia, que trata da adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. 
A pesquisa do artigo será descritiva porque se deseja conhecer a natureza, a composição e os processos de atividades realizadas em posição sentada através do conceitual teórico e de revisão de literatura especializada sobre o assunto em livros técnicos, artigos de periódicos especializados e outras fontes informacionais de caráter científico. 


Resultados

A análise realizada através da literatura especializada observou-se que é imprescindível seguir as recomendações de ergonomia para que o posto de trabalho esteja adequado ás atividades realizadas na postura sentada nas instituições culturais com objetivo de prevenir as doenças relacionadas ao trabalho. O artigo também poderá ser utilizado como referência para a compreensão de assuntos como: a dinâmica que existe sobre o meio ambiente do trabalho; o conceito de trabalho, ergonomia e postura sentada; doenças relacionadas à postura sentada; a ginástica laboral; conhecimento da Norma Regulamentadora Nº 17: Ergonomia.

Conceitos: trabalho, ergonomia e postura sentada

 Segundo o dicionário Houaiss (2011), o trabalho pode ser conceituado como conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim. Porém essa atividade deve ser exercida de forma que não prejudique a saúde do trabalhador. 
O comitê misto OIT/OMS aprovou em 1950 uma resolução que foi a primeira definição sobre as funções da medicina do trabalho. Sua definição de saúde no trabalho aborda a promoção e manutenção do mais alto grau de bem estar físico, mental e social dos trabalhadores, em seus empregos, dos riscos resultantes de fatores adversos à saúde; a colocação e a manutenção do trabalhador adaptadas às aptidões fisiológicas e psicológicas, em suma: a adaptação do trabalho ao homem e de cada homem a sua atividade.
Para contribuir com a saúde do trabalhador, iniciou se o estudo e desenvolvimento da ergonomia, que trata da adaptação do trabalho às características do indivíduo.
Sua definição oficial foi divulgada em 1969 pelo Congresso Nacional de Ergonomia, sendo que: “A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho.
Seu objetivo é elaborar, mediante a contribuição de diversas disciplinas cientificas que a compõe, um corpo de conhecimento que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar numa melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida”.
A contribuição da ergonomia para a boa postura foi muito importante, visto que a boa postura corporal é mais do que algo para melhorar a aparência. A postura corporal reflete o movimento dinâmico do corpo humano, sendo que sem uma boa postura corporal, a saúde geral pode ser comprometida. Isso porque os efeitos a longo prazo da má postura corporal podem afetar vários sistemas do organismo, podendo a pessoa sentir-se cansada e incapaz de trabalhar eficientemente.
Fig.1 Posição de postura sentada. A postura sentada imprópria pode causar lesões e dores, sendo caracterizada pela parte superior das costas curvada ou corcunda, cabeça direcionada para frente e região lombar curvada. A má postura sentada é um hábito ruim, que pode ser mudado com um pouco de esforço e dedicação.
A postura sentada, o ser humano e a ergonomia Conforme tratamos anteriormente, a ergonomia desenvolve métodos e técnicas específicas para aplicar na melhoria do trabalho. Ela também se relaciona com outras áreas científicas como: a antrométrica, biomecânica ocupacional, anatomia, fisiologia do trabalho, psicologia do trabalho, desenho industrial, toxicologia, informática.
O estudo ergonômico ajusta as capacidades e limitações do trabalho, adaptando o trabalho para o homem. Ela objetiva sempre a preservação da saúde, a segurança, a satisfação, e a eficiência do trabalhador.
Morais (2010, p.194) destaca vários aspectos estudados pela ergonomia como:


a) postura e movimentos corporais: trabalho sentado, trabalho em pé, movimentação de cargas, levantamento de peso;
b) informações captadas pela visão e audição;
c) controle (relação de mostradores e controles);
d) cargos e tarefas.

Para este artigo, analisaremos o aspecto descrito no item “a” posição sentada.
O trabalho sentado proporciona maior eficiência e redução do trabalho estático, responsável pela fadiga
muscular, pois reduz o esforço das pernas, diminui o consumo energético, desacelera o sistema circulatório, além de proporcionar maior estabilidade da parte superior do corpo que é suportado pela pele que cobre o osso ísquio, nas nádegas. Moraes (2010, p.202) destaca que o consumo de energia na posição sentada é de 3 a 10% maior em relação à posição horizontal. A postura sentada possui desvantagens também, como, flacidez dos músculos abdominais, curvatura da coluna vertebral, que prejudica o com funcionamento do sistema digestivo e respiratório, sobrecarga dos músculos das costas, entre outros.

Doenças relacionadas à postura sentada.

A postura sentada faz parte do cotidiano de qualquer cidadão, mas deve ser analisada as vantagens e desvantagens causadas ao profissional que trabalha sentado por um longo período nesta postura.
Neste contexto, Saliba (2004, p.341-342) diz que as vantagens da posição sentada são: “baixa solicitação da musculatura dos membros inferiores, reduzindo, assim, a sensação de desconforto e cansaço; possibilidade de
evitar posições forçadas do corpo; menor consumo de energia do corpo; facilitação da circulação sanguínea pelos membros inferiores”. As desvantagens segundo Saliba (2004, p.342) são: “pequena atividade física geral (sedentarismo); adoção de posturas desfavoráveis: lordose ou cifoses excessivas; estase sanguínea nos membros inferiores, situação agravada quando há compressão da face posterior das coxas ou da panturrilha contra a cadeira, se esta estiver mal posicionada.”
Coury (1995, p.1) diz que “a sobrecarga imposta pela postura sentada vai sendo sentida gradualmente por todas as partes do nosso corpo; começam a surgir dores, formigamento, sensação de peso nas costas, pescoço, pernas, braços e mãos.”
Atualmente os profissionais que trabalham em instituições que possuem acervos culturais necessitam usar microcomputadores nas suas atividades diárias; podendo futuramente, caso não haja uma política de prevenção à saúde nas instituições, adquirir algum tipo de Lesão por Esforços Repetitivos (L.E.R.) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (D.O.R.T.).
As instituições culturais precisam criar e implementar programas que possibilitem análise de desconfortos posturais causados pelas atividades realizadas na postura sentada com o objetivo de reduzir as doenças relacionadas ao meio ambiente de trabalho.
Os fatores econômicos, social, ocupacional e individual podem agravar ou eliminar tais desconfortos naquelas
instituições.
Inicialmente poderíamos supor que as doenças ocupacionais causadas pela postura sentada afetariam somente as costas, o pescoço e as pernas dos profissionais; mas dependendo da atividade executada outras partes do corpo humano poderão ser afetadas.
Estão relacionadas às seguintes doenças ocupacionais que diretamente poderiam afetar os profissionais que trabalham sentados, independente da atividade que executam diariamente: mialgia tensional (síndrome da tensão do pescoço); síndrome vertical. As tendinites, cistos sinoviais, epicondilites, bursites, tendinite do supraespinhoso biciptal, tenossinovite de Quervain; dedo em gatilho, síndrome do túnel do carpo, síndrome do canal de Guyon, síndrome do pronador redondo estariam relacionadas ás atividades executadas pelo profissional em uma postura sentada.
Couto (1995, p.269-272) divide as condições anti ergonômicas no trabalho sentado e suas conseqüêcias em duas variáveis:
a) Dependentes da cadeira de trabalho.
  •  Cadeira sem ajuste de altura (muito alta: inchação das pernas; muito baixa: fadiga dos músculos das costas).
  •  Assento inclinado para trás: encurvamento da coluna sobre a superfície de trabalho.
  •  Falta de apoio para o dorso: dorsalgia e encurvamento da coluna.
  •  Falta de apoio para os pés: inchação das pernas.
  •  Apoio lombar exageradamente alto: limitação dos movimentos.
  •  Apoio lombar exageradamente fino: não funciona.
  •  Assento não almofadado ou espumado: cansaço precoce e degeneração de disco.
  •  Distância Antero-posterior do assento exagerada: fadiga ou edema.
  •  Ângulo assento-encosto reto (90 graus): fadiga dos músculos das costas e do pescoço.
b) Condições inadequadas não dependentes da cadeira de trabalho
  •  Trabalhar sentado em balcões ou bancadas feitas para se trabalhar em pé: fadiga muscular
  • generalizada.
  •  Máquina ou equipamento cuja área de trabalho está distante do trabalhador: fadiga
  • no dorso.
  •  Falta de espaço para as pernas: torção no tronco.
  •  Arranjos longe do alcance do corpo: fadiga nos músculos das costas

A ginástica laboral e a sua contribuição ao trabalho sentado

A ginástica laboral “caracterizada pela prática de atividade física diária realizada no local de trabalho, a GL inclui exercícios de compensação para movimentos repetitivos e para posturas incorretas [...]”(CARDOSO, 2007, p.48).
A ginástica laboral é ideal tanto para atividades profissionais que exigem grande esforço físico quanto para àquelas atividades menos intensas fisicamente, mas que por outro lado são repetitivas, por exemplo, os profissionais que trabalham no processamento automatizado da informação.
Países como Japão, China e Coréia adotaram a ginástica laboral em suas atividades diárias nos locais de trabalho porque a ginástica laboral é um dos fatores para que o trabalho não se torne enfadonho, repetitivo e fatigante. A atividade física é um componente fundamental para melhor produtividade e para qualidade de vida dos profissionais em qualquer instituição. Na Europa países como Polônia, Holanda, Rússia, Bulgária, Alemanha, França, Bélgica e Suécia adotaram a ginástica laboral no século passado em suas empresas. No Brasil, os programas de ginástica laboral nas empresas se tornaram frequentes a partir da década de 80 e pesquisas realizadas sobre o tema indicam que há muitas vantagens quando a empresa decide adotar o programa de ginástica laboral sendo eles fisiológicos,
psicológicos e sociais.
A ginástica laboral cria nas instituições um clima de mais disposição às atividades diárias, menos tensão causada pelo estresse, além de tornar-se uma alternativa de prevenção ao combate as doenças relacionadas ao trabalho como as LER (Lesões por Esforço Repetitivo) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
Embora os benefícios para as empresas e para os funcionários gerados pelo programa de ginástica laboral sejam positivos é preciso notificar que outras intervenções ergonômicas são necessárias para evitar as doenças causadas pelo trabalho sentado; podemos citar como exemplo: os mobiliários dos postos de trabalho, equipamentos dos postos de trabalho, condições ambientais, organização do trabalho.
É preciso alertar aos leitores deste artigo que programa de ginástica laboral deve ser acompanhado e elaborado por profissionais capacitados que estão relacionados á prevenção de doenças ocupacionais.

Conhecimento da Norma Regulamentadora Nº 17: Ergonomia

A Portaria MTB Nº 3.214, de 08 de junho de 1978, publicada no Diário Oficial da União de 06 de julho de 1978, aprovou as Normas Regulamentadoras relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Atualmente existem 34 Normas Regulamentadoras publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo a Norma Regulamentadora Nº 17: Ergonomia (NR 17) a mais importante para este artigo, possuindo os seguintes fundamentos jurídicos:
  •  Redação atual dada pela Portaria MTPS n. 3.751, de 23.11.1990.
  •  Art. 7º, XXII e XXXIII, da Constituição da República federativa do Brasil de 1988.
  •  Arts. 72, 198, 199, 253, 390 da Consolidação das Leis do Trabalho.
  •  Súmula do Tribunal Superior do Trabalho n. 346.
A NR-17: Ergonomia (redação atual dada pela Portaria Ministério do Trabalho e da Previdência Social Nº 3.751, de 23 de novembro de 1990) dispõem os seguintes subitens que são fundamentais para que os profissionais que trabalham na postura sentada possam ter um posto de trabalho adaptado às capacidades psicofisiólogicas, antropométricas e biomecânicas humanas.
Devido à extensão da NR-17: Ergonomia foram selecionados os principais textos que são referentes ao
trabalho em postura sentada:

NR 17 – Ergonomia Publicação D.O.U

  • Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/1978
  • Atualizações/Alterações D.O.U
  • Portaria MTPS n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990 26/11/1990
  • Portaria SIT n.º 08, de 30 de março de 2007 02/04/2007
  • Portaria SIT n.º 09, de 30 de março de 2007 02/04/2007
  • Portaria SIT n.º 13, de 21 de junho de 2007 02/04/2007

Tabela de composição da NR17

17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.
17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.
17.3. Mobiliário dos postos de trabalho.
17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.
17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:
a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;
b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação
adequados dos segmentos corporais.
17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado.
17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:
a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;
b) características de pouca ou nenhuma
conformação na base do assento;
c) borda frontal arredondada;
d) encosto com forma levemente adaptada ao
corpo para proteção da região lombar.
17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.
17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.
17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.
17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.
17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve:
a) ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação frequente do pescoço e fadiga visual;
b) ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento.
17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem observar o seguinte:
a) condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador;
b) o teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas;
c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho documento sejam aproximadamente iguais;
d) serem posicionados em superfícies de trabalho
com altura ajustável.
17.4.3.1. Quando os equipamentos demprocessamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levandose em conta a análise ergonômica do trabalho.

17.5. Condições ambientais de trabalho.
17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.
17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto:
a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO;
b) índice de temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC;
c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
d) umidade relativa do ar não inferior a 40%.
17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.
17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador.
17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.
17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.
17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.
17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.
17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência.
17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso.
17.6. Organização do trabalho.
17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.
17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo: a) as normas de produção;
b) o modo operatório;
c) a exigência de tempo;
d) a determinação do conteúdo de tempo;
e) o ritmo de trabalho;
f) o conteúdo das tarefas.
17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:
a) todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores;
b) devem ser incluídas pausas para descanso;
c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.
17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:
a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie;
b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8.000 por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado;
c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o
disposto no art.468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual;
d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho; e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção emrelação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser ampliada progressivamente.

Propostas para melhorar as condições do trabalho sentado Reformulando as dinâmicas de trabalho nas instituições e principalmente gerando a educação e conscientização de seus funcionários sobre a prevenção de doenças decorrentes de condições ergonômicas inadequadas, haverá menos riscos em relação á saúde dos trabalhadores que trabalham na postura sentada, contribuindo para melhoria da qualidade laboral.
Couto (1995, p. 263-268) faz quinze recomendações ergonômicas para que o profissional que trabalha sentado possa ter um posto de trabalho mais adequado consequentemente melhorando a segurança, a saúde e as condições de trabalho:
1. A cadeira de trabalho deve ser estofada, e de preferência, com tecidos que permita a transpiração.
2. A altura da cadeira deve ser regulável.
3. A dimensão ântero-posterior do assento não pode ser nem muito comprida nem muito curta.
4. A borda anterior do assento deve ser arredondada.
5. O assento deve estar na posição horizontal; é desejável que o assento se incline 10 a 15 graus para frente. Assentos inclinados para trás são inadequados em cadeiras de trabalho.
6. Toda cadeira de trabalho deve ter apoio para o dorso.
7. O ângulo entre o assento e o apoio dorsal deveria ser regulável; caso não o seja, assento e encosto devem estar posicionados num ângulo de 100 graus.
8. O apoio para o dorso deve ter uma forma que acompanhe as curvaturas da coluna, sem retificá-la, mas também sem acentuas suas curvaturas.
9. O apoio para o dorso deve ter regulagem de altura; este apoio pode ser tanto estreito quanto de meio-tamanho; neste caso, a adaptação pessoal é que determina a decisão.
10. Deve haver espaço na cadeira para acomodar as nádegas.
11. Quando o posto de trabalho for semicircular ou perpendicular, a cadeira deve ser giratória; e quando o trabalho exigir mobilidade deve haver rodízios adequados.
12. Os pés devem estar sempre apoiados.
13. Deve haver espaço suficiente para pernas debaixo de mesa ou posto de trabalho.
14. A mesa de trabalho deve atender a alguns requisitos básicos de ergonomia. Entre eles, destacamos: borda anterior (que entra em contato com o antebraço do trabalhador) arredondada; gavetas leves; puxadores de gaveta a serem pegos em prensa, e não em pinça; último nível de gaveta elevado, de tal forma que seu puxador esteja a não menos que 40 cm do chão; espaço para as pernas do trabalhador; espaço para as pernas do interlocutor; é desejável que estrutura seja do tipo “C”, e não sob a forma de pés, pois permitirá a instalação de postos de trabalho em “L” permitindo ao trabalhador girar com facilidade; feita de material não reflexivo (nunca fórmica branca nem vidro sobre a mesa).
15. Deve-se ter atenção especial com outros arranjos do posto de trabalho, extra-cadeira, fundamentais para que se sentem bem.

Conclusões

O objetivo da ergonomia deve estar voltado à pesquisa das condições que não apenas evitem a degradação da saúde, mas, também, favoreçam a construção da saúde. É importante ressaltar que fatores do ambiente físico, organizacional e psicossocial possibilitam a análise ergonômica do posto de trabalho.
O trabalho na posição sentada é produtivo e saudável quando a jornada de trabalho é realizada em condições ergonômicas corretas.
A posição sentada não produzirá doenças ocupacionais nas instituições culturais onde a segurança e saúde dos funcionários são fatores primordiais para qualidade do meio ambiente de trabalho, gerando uma melhor qualidade de vida nas mesmas.

A criação da Norma Regulamentadora N° 17:

Ergonomia é um avanço legal para as instituições culturais porque gera parâmetros para um ambiente de trabalho mais adequado, assim como a proposta do programa de ginástica laboral que bem estruturado pode auxiliar na prevenção de doenças ocupacionais como LER (lesão por esforços repetitivos) / DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho).
Os resultados obtidos neste artigo permitiu concluir que o processo de trabalho tem seu ritmo próprio devido a diferentes fatores gerados pela organização do trabalho nas instituições culturais, mas como proposta em relação ao trabalho em postura sentada, recomendamos que exista a promoção do bem-estar dos funcionários naquelas instituições, que também terão lucros diversos com a implantação de um programa voltado à saúde e segurança do trabalhador.

Referências

(1) Cardoso, Marla. Provendo bem-estar. Proteção ,v.20, n.182, p.34-52, fev. 2007.
(2) Coury, Helenice Gil. Trabalhando sentado: manual para postura confortáveis. 2.ed. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 1995.
(3) Cidade, Paulo. Manual de ergonomia no escritório: 100 dicas para melhorar seu local de trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.
(4) Couto, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho: manual técnico da máquina humana. Belo Horizonte: ERGO Editora, 1995. v.1.
(5) Dul, Jan; Weedmeester, Bernard. Ergonomia na prática. 2.ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2004.

(6) Gonçalves, Edwar Abreu. Manual de segurança e saúde no trabalho.3. ed. São Paulo: LTR, 2006.
(7) Moraes, Márcia Vilma Gonçalves de. Doenças ocupacionais: agentes: físico, químico, biológico, ergonômico. São Paulo: Látria, 2010.
(8) Oliveira, José Ricardo Gabriel de. A prática da ginástica laboral. 3.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.
(9) PONTOS de verificação ergonômica: soluçõespráticas...condições de trabalho. São Paulo: FUNDACENTRO, 2001.
(10) Saliba, Tuffi Messias. Curso básico de segurança e higiene ocupacional. São Paulo: LTR, 2004. 453 p.
(11) Trabalho de Ergonomia. Disponível em:<http://arquiteturaetc.blogspot.com/2010/09/inicio-dotrabalho- de-ergonomia.html>. Acesso em: 12 de julho de 2011.
(12) Val, Mário César. Ergonomia na empresa: útil, prática e aplicada. 2. Ed. Rio de Janeiro: Editora Virtual Científica, 2002. 

E-Mails dos Autores
reliure@ig.com.br (Johnson Lima);
gleice.cruz@gmail.com (Gleice Cruz).

A MÁ POSTURA FÍSICA DO DENTISTA

A MÁ POSTURA FÍSICA DO DENTISTA
 
 
 
Ao longo dos séculos, historiadores, filósofos e médicos têm estudado a relação entre trabalho e doença. As pesquisas têm demonstrado como os vários tipos de ocupações afetam a saúde das pessoas, e o desenvolvimento científico tem permitido estabelecerem-se medidas para tratar ou prevenir as doenças ocupacionais. Os cirurgiões-dentistas compõem uma categoria em relação à qual são referidos problemas no sistema musculoesquelético.
As desordens musculoesqueléticas estão relacionadas com as atividades repetitivas.
Os resultados de tais mudanças ficaram patentes no aumento do ritmo de trabalho e na imposição da cadência da máquina sobre o homem (ROCHA;FERREIRA JUNIOR, 2000).
O desconforto muscular é a principal queixa no inicio dos sintomas e aproximadamente após um ano começam os edemas e as inflamações seguidas por lesões musculares.
As doenças ocupacionais mais comuns que encontramos nos dentistas são: túnel do carpo, longa do bíceps, tendinite do supra-espinhoso, tendinite da cabeça e a epicondilite.
Observamos que não é necessário muito tempo de profissão para as lesões começarem aparecerem, explica o fisioterapeuta. A grande maioria dos dentistas procurar o tratamento quando a lesão já está avançada.
 
FATORES BIOMECÂNICOS E SOBRECARGA NA ESTÁTICA
 
A carga musculoesquelética estática está presente quando um membro é mantido, com pouco ou nenhum movimento, numa posição que se afaste da zona de neutralidade da relação de forças biomecânicas, ou contra a ação da gravidade. Isto é,quando a atividade muscular não pode reverter a zero, diz-se que existe esforço estático. O esforço estático excessivo da musculatura é também determinado por agressões externas ao aparelho musculoesquelético, que podem se apresentar na inadequação em nível de mobiliário e equipamentos, cujo arranjo físico e dimensões não respeitem os alcances visuais e dos membros, ou que não permitam ajustes às características antropométricas de cada indivíduo,levando a posturas inadequadas (ROCHA; FERREIRA JUNIOR, 2000).



Não é aconselhável que o cirurgião-dentista permaneça na mesma posição por um longo período (BURKET, 1973). Sugere se a mudança de postura a cada duas horas, para aliviar a circulação e evitar a fadiga muscular. Aconselha-se, ainda, a colocação dos pés o mais alto possível, durante alguns minutos por dia, a fim de prevenir as veias varicosas. Para Hardage e outros (GENOVESE; LOPES, 1991), as dores nas costas atormentam grande número desses profissionais em todo o mundo.

Alguns estudos apontam que a região lombar é uma das mais atingidas. Isso se deve ao fato de os discos do segmento lombar serem muito solicitados na sua função,devido ao centro de gravidade do corpo humano concentrasse nessa região. Knoplich (GENOVESE; LOPES, 1991) demonstra que as pesquisas ortopédicas têm levado à conclusão que a posição sentada aumenta a pressão intradiscal, o que significa que tal postura está ligada ao aumento do desajuste do disco e da coluna.

O Dr. Francisco Miguel, sugere que o dentista realize micro movimentos de compensação alternando a posição dos seu corpo a cada 15 minutos e a cada uma hora pare 2 minutos e realize alongamentos globais.

Não é aconselhável que o cirurgião-dentista permaneça na mesma posição por um longo período (BURKET, 1973). Sugere se a mudança de postura a cada duas horas, para aliviar a circulação e evitar a fadiga muscular. Aconselha-se, ainda, a colocação dos pés o mais alto possível, durante alguns minutos por dia, a fim de prevenir as veias varicosas. Para Hardage e outros (GENOVESE; LOPES, 1991), as dores nas costas atormentam grande número desses profissionais em todo o mundo. Alguns estudos apontam que a região lombar é uma das mais atingidas. Isso se deve ao fato de os discos do segmento lombar serem muito solicitados na sua função,devido ao centro de gravidade do corpo humano concentrasse nessa região. Knoplich (GENOVESE; LOPES, 1991) demonstra que as pesquisas ortopédicas têm levado à conclusão que a posição sentada aumenta a pressão intradiscal, o que significa que tal postura está ligada ao aumento do desajuste do disco e da coluna.
O Dr. Francisco Miguel, sugere que o dentista realize micro movimentos de compensação alternando a posição dos seu corpo a cada 15 minutos e a cada uma hora pare 2 minutos e realize alongamentos globais.
Alterações, principalmente, nos membros superiores e coluna vertebral são freqüentes entre dentistas, muitas vezes se manifestando através de sinais e sintomas que podem interferir, negativamente, na capacidade funcional desses profissionais.

 
A partir da década de 60, elas vêm sendo observadas com maior freqüência. Essa constatação é simultânea à transformação do processo produtivo, devido à implantação da organização científica do trabalho e, posteriormente,à automação do processo de produção.


Na atividade profissional do cirurgião-dentista, esforço excessivo e contínuo é aplicado ao ponto de origem de inserção dos músculos, que se contrapõem à força da gravidade se o profissional permanece em pé durante seu dia de trabalho. Seria preferível que fosse adotada a posição sentada (GOLDEN,1959).

 

MÁ POSTURA PODE INTERROMPER CARREIRA DE CIRURGIÕES-DENTISTAS.
Uma pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB) indica que muitos cirurgiões-dentistas estão interrompendo a carreira por sofrerem de problemas musculares ocasionados devido à má postura e organização do trabalho. Segundo o estudo, realizado pela fisioterapeuta Denise Rasia, a freqüência de dores nas costas, ombro, braço, mãos e pernas compromete o trabalho dos profissionais e agrava os sintomas dos chamados Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort).



Na pesquisa foi analisado o trabalho de seis endodontistas (especialistas em tratamento de canal) durante cinco meses, empregando a metodologia da “análise ergonômica da atividade”. Cada um deles com tempos de atuação profissional variando entre quatro e vinte anos em consultório próprio. Dos seis entrevistados, quatro se queixaram de dores constantes. Para Denise, um dos maiores problemas para a identificação dessa realidade e mudança desse quadro é a escassez de informações sobre o assunto.
Por causa da má postura, por exemplo, os CDs ocupam os primeiros lugares em afastamento do trabalho por incapacidade temporária ou permanente, respondendo por aproximadamente 30% das causas de abandono prematuro das atividades médicas.
Em outro estudo feito em São Paulo, em 2002, 60% dos cirurgiões-dentistas admitiram sentir dores após o trabalho e 15,5% confirmaram ter adquirido o problema durante o exercício profissional. A doença mais comum foi a tendinite.

APARELHO MELHORA A POSTURA



Recentemente, durante o 23º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP) – o maior do mundo no setor – 300 empresas nacionais e 120 estrangeiras exibiram os últimos lançamentos na área. Dentre as novidades, um aparelho ergonômico feito para corrigir a postura dos CDs fez muito sucesso: o Ergonomik One. O equipamento, desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e patenteado nos Estados Unidos e na União Européia, reduz a fadiga muscular, corrige vícios de postura – porque estabiliza a coluna cervical e lombar – e proporciona apoio ergonômico e funcional. “O Ergonomik One visa auxiliar, facilitar e melhorar o trabalho dos cirurgiões-dentistas.



 
 

 
ALTERAÇOES POSTURAIS

Os fatores ocupacionais são aqueles relacionados ao uso do corpo do trabalhador. O trabalho odontológico requer dos seus executores ações que exigem coordenação motora, raciocínio, discernimento, paciência, segurança, habilidade, delicadeza, firmeza, objetividade, etc., ações essas que, em conjunto, exigem muito do profissional. Segue abaixo algumas doenças que acometem o cirurgião dentista: 
• As dores nas costas, decorrentes de má postura ocupacional, apresenta maior incidência nas patologias da coluna lombar que estão relacionadas à postura profissional. 

• Postura sentada : aumenta as complicações no sistema circulatório devido a postura estática por longos período,tais como varizes.

• A DORT - Lesão por trauma cumulativo, é a denominação dada a um quadro doloroso que acomete tendões, bainhas sinoviais, músculos, nervos e ligamentos e ocorrem principalmente nos membros superiores, região escapular e pescoço. Apresentando uma incidência em marcante nas doenças da modernidade. 



As recentes pesquisas a relacionam à organização moderna do trabalho, face à sua exigência de automação e sofrimento psíquico. Inúmeros fatores existentes nos ambientes e processos de trabalho contribuem para causar a DORT, como por exemplo: necessidade de execução de movimentos repetitivos e finos; exigência de velocidade de movimentos; equipamentos inadequados; ritmo acelerado de trabalho; ausência de pausas durante a jornada de trabalho; pressão de chefias; exigência de produção; pagamento por produção; estímulo à ; jornadas de trabalho prolongadas.
A DORT é uma síndrome dolorosa caracterizada por processo inflamatório associado à organização do trabalho e às tecnologias utilizadas. A doença, que não é psicológica, quando não tratada é de característica evolutiva e incapacitante. Esse perfil tem preocupado os estudiosos em saúde do trabalhador, porque ocorre na idade mais produtiva do profissional.

De acordo com a doença de base da DORT, o quadro clínico é específico a cada uma dessas afecções, como, por exemplo, tendinite, bursite, sinusite etc. Os casos não específicos são enquadrados nos seguintes estágios:

• GRAU I: sensação de peso e desconforto nos membros afetados; dor espontânea, às vezes com pontadas, que aparece durante o trabalho e não interfere na produtividade; melhora com repouso; sinais clínicos ausentes.
• GRAU II: dor persistente e intensa; dor tolerável, mas com redução da produtividade; sensação de formigamento, calor e distúrbio de sensibilidade; pode haver irradiação; sinais clínicos ausentes.
• GRAU III: dor persistente; irradiação mais definida; perda de força e parestesia; queda da produtividade; sinais clínicos: edema, hipertonia muscular constante; alteração da sensibilidade; dor na mobilização da musculatura e nervo; repouso só atenua a intensidade da dor; prognóstico reservado.
• GRAU IV: dor forte, contínua e insuportável; perda de força e do controle dos movimentos; capacidade de trabalho anulada; invalidez pela impossibilidade de trabalho produtivo regular; sinais clínicos: edema persistente, podendo aparecer deformidades, alterações psicológicas como depressão, ansiedade angústia.
 
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Referências Bibliográficas:
1. Lewith GT, Kenyon JN. Physiological explanation for the mechanism of acupunture as a treatment for chronic pain. Soc Sci Méd 1984;19(12): 1367-78.
2. Biella G, Sotgiu ML, Pellegata G, Paulesu E, Castiglioni I, Fazio F. Acupunture produces central activations in pain regions. Institute of Neuroscience and Bioimaging, Milan, Italy.
3. Barreto, H. J.J. Como prevenir as lesões mais comuns do cirurgião dentista. Revista Brasileira de Odontologia, Rio de Janeiro, v. 58, n.1, p. 6-7, jan/fev.2001.
4. Frazão, P. Dores do ofício. Revista da ABO Nacional, São Paulo, v. 8, n. 1, p.8-10, jan/fev. 2000.
5. Lopes, A.; Villanacci Neto, R. A síndrome do túnel carpal: um risco profissional para o cirugião dentista. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, São Paulo, v.48, n.6, p.1545-1552, nov/dez.1994.
6. Michelin, C. F.; Michelin, A. F.; Loureiro, C. A. Estudo epidemiológico dos distúrbios musculoesqueletais e ergonômicos em cirurgiões dentistas. Revista da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, v. 5, n.2,p. 61-67, jul/dez.2000
 Autor: Dr. Francisco Miguel
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MUTILADOS EM FÁBRICA DE CALÇADOS





Mutilados em fábrica de calçados

Instalada há 11 anos em Itapetinga (sudoeste baiano, há 562 km de Salvador), a fábrica de calçados da Azaleia, sob gestão da Vulcabrás desde 2007, é um caso emblemático envolvendo acidentes de trabalho. A situação dos trabalhadores baianos foi tema de uma reportagem no Domingo Espetacular da Rede Record, no dia 14 de março de 2010, após denúncia de que mais de 80 empregados sofreram mutilações nos membros superiores em decorrência de acidentes de trabalho.Os funcionários alegam que a empresa não promove treinamento adequado para a utilização das máquinas e equipamentos
de trabalho e, quando ocorrem acidentes durante o serviço, o próprio trabalhador recebe a culpa pela ocorrência, retirando toda a responsabilidade do empregador.
O Sindicato dos Trabalhadores de Indústrias de Calçados do Município de Itapetinga e região, ratifica as informações ao declarar que cerca de 80 ex-funcionários da fábrica têm de conviver com uma dura realidade: a mutilação de partes dos dedos, mãos e até do braço como conseqüência da precarização do trabalho.
A empresa não reconhece os números apresentados pelo sindicato e alega que foram 44 trabalhadores mutilados nosúltimos dez anos. De acordo com a empresa, a taxa de acidentes com mutilações caiu nos últimos dois anos, em relação aonúmero de funcionários. Atualmente existem 12.334 pessoas trabalhando na unidade de Itapetinga, praticamente o dobrodo que existiam antes da aquisição pela Vulcabrás.

Azaléia: Condições desumanas
Foram mais de 80 trabalhadores com dedos, mãos e braços mutilados nos últimos anos. São dezenas de vidas mudadas para sempre devido a esses acidentes e representantes da fábrica ainda cometem o desatino de dizer que os trabalhadores se mutilaram para buscar indenização.

Genilson Souza Santos
Funcionário vítima de acidente de trabalho
A minha função era talonador e medidor de sola. No dia que eu fui acidentado, o coordenador me tirou de meu trabalho para que eu fizesse a função de um colega meu que não tinha ido trabalhar. Quando eu peguei no solado a máquina foi e amputou meu braço. Hoje eu não continuo trabalhando com máquina, mas depois que retornei para a empresa depois do acidente eu ainda trabalhei oito meses com máquina. O coordenador ameaçando que tinha que dar produção do mesmo jeito que os outros funcionários davam. No dia que eu falava que não ia fazer a função eles me davam suspensão e mandavam ir para casa. Eu entrei na justiça mas até agora não recebi nada. O advogado da empresa alega que fui eu que coloquei o braço dentro da máquina porque eu quis, atrás de indenização. Agora imagine se uma pessoa vai querer colocar o braço na máquina para ficar o resto da vida mutilado, sabendo que é uma coisa que vai perder e não vai voltar nunca mais.
  
Edson Silva Souza
Funcionário vítima de acidente de trabalho
Eu deixei de fazer as minhas coisas em casa. Hoje eu moro com meus pais. Eu lavava minhas roupas, arrumava a casa e hoje eu não consigo fazer mais nada disso por causa da minha mão. Mal consigo escrever. Isso é muito triste por tudo que fiz pela empresa e hoje ela não reconhece o meu problema.

Ariston Moreira
Funcionário vítima de acidente de trabalho
Eles me mandaram dar uma manutenção nas máquinas, só que eu não tinha experiência. Chegou lá eu falei que não ia fazer porque estava no horário de almoço, mas eles disseram que eu tinha que ir porque eu era mecânico. Aí ele chegou e disse que ia ligar para o meu gerente geral. Aí o que aconteceu. Eu fui. Cheguei lá, a máquina estava cheia de corrente e cabo de aço e quando eu fui tirar ela desceu de vez. Aí foi quase duas horas para me atender para me levar para o hospital em Itabuna.


Vulcabras/Azaleia chega à marca de acidente zero na Bahia
Data: 16/11/2011 / Fonte: Vulcabras/Azaleia 
Itapetinga/BA - A Vulcabras/Azaleia, maior fabricante de artigos esportivos da América Latina e maior empregadora do setor no continente, com 40 mil empregados, comemora a importante marca de acidente zero em sua maior unidade, em Itapetinga, no sudoeste da Bahia. Desde a aquisição da Azaleia pela Vulcabras, houve redução de 94% no número de ocorrências com trabalhadores na unidade baiana conforme índices demonstrados abaixo, que conta atualmente com 18 mil colaboradores. Para chegar nesta meta, a empresa investiu cerca de R$ 20 milhões na área de segurança no trabalho, saúde e meio ambiente com a implantação de um novo modelo de gestão de SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

Os índices alcançados nos anos de 2010 e 2011 estão bem abaixo dos índices de acidentes de trabalho do setor calçadista do estado da Bahia, que é de 12,39 acidentes por cada 1.000 funcionários, e para o segmento calçadista brasileiro, que é de 7,24 (INSS/2009) no mesmo índice, conforme último dado disponível.

"A empresa investiu na massificação da cultura de prevenção da Política de Segurança. A equipe de técnicos de segurança do trabalho realiza diariamente palestras de conscientização em segurança. Somente entre 2010 e 2011 foram registradas cerca de 10 mil palestras", diz o engenheiro de Segurança do Trabalho Emílio Frota, gerente SMS.
Investimento em proteção de máquinas e equipamentos
A Vulcabras/Azaleia elaborou projetos de Engenharia de Segurança do Trabalho, através de APR (Análises Preliminares de Risco), e de inspeções de segurança, para a implementação de proteções e dispositivos no maquinário das fábricas. Foram investidos R$ 10 milhões no reforço da segurança de cerca de 10 mil máquinas e equipamentos.

Além disso, foram estabelecidos procedimentos operacionais específicos para as atividades, dentro dos padrões técnicos da nova NR 12 (norma regulamentadora do Ministério do Trabalho) e de normas técnicas nacionais e internacionais voltadas para a área de segurança do trabalho. 
 

Aumento no número de profissionais das áreas médica e de segurança
A empresa quadruplicou o número de profissionais do SESMT - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, com uma estrutura acima da exigida pela NR 4. A equipe passou de 20 para 78 profissionais exclusivamente dedicados à segurança e saúde, entre engenheiros, médicos, enfermeiras e técnicos. Somados ao grupamento de bombeiros civis, serviço social, odontologia do trabalho e meio ambiente, o número chega a 150 profissionais dedicados à melhoria contínua da política de SMS.

Entre as ações do SESMT estão o monitoramento e antecipação dos riscos existentes no ambiente de trabalho, por meio de controles específicos e da proposição de medidas preventivas, utilizando ferramentas gerenciais embasadas nas normas regulamentadoras, tais como as OSS - Ordens de Serviço de Segurança, APR - Análise Preliminar de Risco e Permissões de Trabalho - PTs, Checklist de Máquinas e Equipamentos, IS - Inspeções de Segurança e AIS - Auditorias Internas de SMS.

Cultura da prevenção
Foram investidos R$ 8 milhões em equipamentos de proteção individual e coletiva, entre 2008 e 2011. Além disso, a capacitação dos funcionários foi intensificada. Em 2010 foram 889 treinamentos operacionais; e este ano já são 903 treinamentos, totalizando nos últimos 18 meses 1.684.640 horas de treinamento operacional, somando 386.833 frequências de colaboradores.

Em paralelo, a empresa realiza treinamentos de segurança e DDSSMA - Diálogos Diários de Segurança, Saúde e Meio Ambiente, onde nos anos de 2010 e 2011 foram 13.000 treinamentos, com 367.105 horas/homem de treinamentos.

"Todos os colaboradores são treinados e capacitados a executarem uma verificação diária em seus equipamentos antes do início das atividades. São realizadas inspeções das condições de operacionalidade e de segurança das máquinas e equipamentos, bem como o preenchimento do checklist básico de segurança, o que totaliza cerca de 10.000 máquinas/equipamentos inspecionados diariamente, gerando um quantitativo de 30.000 checklists básicos de segurança/dia (nos 3 turnos). O procedimento é de alta importância, visto que nesta inspeção o colaborador pode constatar se o equipamento em que ele irá operar está dentro dos padrões de segurança", explica o engenheiro de Segurança do Trabalho Emílio Frota, gerente de SMS.

Responsabilidade social
Nos últimos 18 meses foram realizadas ações em todas as unidades da empresa, voltadas ao desenvolvimento da saúde do colaborador, totalizando 38.585 funcionários envolvidos, com um total de 77.170 horas de treinamentos. Através do programa de inspeção de saúde ocupacional voltado para os trabalhadores da produção, os médicos do trabalho realizam periodicamente inspeções em áreas produtivas, identificando e sugerindo melhorias para neutralizar ou eliminar os riscos existentes. Foram realizados cerca de 22 mil exames periódicos e 47 mil audiometrias, além do Programa Indústria Saudável, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), no qual 4.600 colaboradores foram avaliados com o objetivo de se obter um diagnóstico sobre as condições de saúde dos colaboradores.

A empresa também realizou diversas ações sociais beneficiando cerca de 15 mil pessoas carentes do município de Itapetinga e toda a região do sudoeste da
Bahia, principalmente com doações de cestas de alimentos, calçados e outros artigos de primeira necessidade.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

LIVROS CIPA, PRIMEIROS SOCORROS, SIPAT, ERGONOMIA, PCMAT em PDF SOBRE SEGURANÇA DO TRABALHO

Livro com dicas de prevenção de acidente.

Estima-se que, no Brasil, as micro e pequenas empresas representem 98% do total de empresas existentes, ou seja, 4,1 milhões. Só na indústria, elas concentram 46,20% do número total de trabalhadores formalmente contratados, aí a sua importância para a economia nacional. Pela contribuição que as micro e pequenas empresas podem oferecer para a redução do número de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, significando maior competitividade, redução de custos e melhoria das condições e dos locais de trabalho, elas necessitam ser estudadas e orientadas, levando-se em conta suas principais características: Estão presentes na maioria dos setores da economia; Concentram a maioria dos trabalhadores formais e informais, especializados ou não; Têm maior capacidade de fixação da mão-de-obra local; Possuem tratamento jurídico diferenciado; Não pertencem a grandes grupos econômicos e financeiros; São resistentes à burocracia e ao cumprimento de normas ou regras; São fortemente impactadas por acidentes, danos patrimoniais ou outros tipos de prejuízos; São flexíveis, ágeis e adaptam-se rapidamente às mudanças e exigências do mercado; São avaliadas no preço, qualidade e reputação de seus produtos e serviços, e de forma ética pela proximidade com a comunidade; Assumem ações e posições no mercado que as grandes empresas não conseguem assumir; A comunicação é direta e a dinâmica interna é mais informal; O próprio dono é o responsável pela gestão de segurança no trabalho; Existe estreita relação pessoal do proprietário com os empregados, clientes e fornecedores; Necessitam do envolvimento, cooperação e participação de todos para identificar, eliminar ou neutralizar os riscos do local de trabalho; Possuem maior facilidade de criar ou incorporar às suas especificidades boas práticas para prevenção de acidentes e doenças; e Podem ser influenciadas ou cobradas pela sociedade ou por empresas maiores para adoção de práticas de prevenção de acidentes e doenças.

Manual de primeiros socorros .Ministério da saúde.

APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
I - CAPÍTULO GERAL
Considerações Gerais 9
Etapas Básicas 9
Avaliaçao do local do acidente 10
Proteção à vítima 11
Avaliação e exame do acidentado 11
Funções, Sinais Vitais e de Apoio 15
Asfixia 30
Ressuscitação Cardio-Respiratória 32
Identificação da PCR 34
Estado de Choque 47
Transporte de Acidentados 51
Hemorragias 67
Corpos Estranhos 79
II - CAPÍTULO EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 86
Edema Agudo de Pulmão 86
Infarto do Miocárdio 88
Crise Hipertensiva 90
Cólica Renal 92
Comas Diabético e Hipoglicêmico 93
Hipertermia 96
Insolação 97
Exaustão pelo Calor 99
Cãibras de Calor 100
Diarréia 100
Choque Elétrico 102
Desmaio 105
Alterações Mentais 107

Primeiros Socorros .manual de sobrevivência.

Esta publicação tem como principal escopo orientar profissionais, que embora não sejam diretamente ligados à área de assistência à saúde, são servidores da Fundação Oswaldo Cru(FIOCRUZ), que desejem secapacitar para atuar na primeira abordagem de um acidentado, prestandolhe os primeiros e fundamentais cuidados. O que se pode afirmar com embasamentos teóricos e práticos é que dessa primeira abordagem está freqüentemente a depender o êxito de todas as demais fases de tratamento e reabilitação, portanto, também vale a pena ressaltar que é de tal maneira importante este momento inicial de abordagem do acidentado (clínico ou traumático) que se pode afirmar ainda que o futuro da vítima, quanto a sua integridade como indivíduo, com seqüelas ou sem elas, possibilidades de reabilitação, qualidade de vida pós-acidente e mesmo vida e morte, dependem deste primeiro momento, realizado por profissional de outras áreas, porém treinados em práticas de primeiros socorros. Este Manual de Primeiros Socorros visa também possibilitar a caracterização entre acidentes, ambientes de trabalho e ocupações, o que é indispensável para que haja a segurança e a qualidade de saúde dos trabalhadores...

CIPA,SIPAT, ginástica laboral.

Quando exigimos pouco dos músculos , eles atrofiam. O coração, que também é um músculo, enfraquece. Os vasos capilares, que levam nutrientes ás células, pele e tecidos, praticamente se desfazem.

Em contrapartida, a pessoa que faz exercícios tem a seu favor a vantagem de que cada órgão e célula do corpo funciona melhor, independente da idade em que começou a praticar atividade. Por volta dos 30 anos nosso metabolismo diminui seu ritmo de atividade em 5% ao ano. Assim sendo, o ideal para manter a forma física é exercitar 5% a mais cada ano.....

Curso de prevenção de acidentes para membros da CIPA.

Identificar os riscos do processo de trabalho; Elaborar plano de trabalho; Realizar periodicamente verificação nos ambientes e condições de trabalho; Realizar após cada reunião, a verificação do cumprimento das metas fixadas; Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho; Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO, PPRA bem como de outros programas de segurança e saúde desenvolvidos pela empresa; Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho e normas internas de segurança relativas à segurança no trabalho; Participar em conjunto com o SESMT da análise das causas das doenças e acidentes do trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados; Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT; Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção à AIDS e outros programas de saúde.

Ata CIPA ordinária.


Artigo da CIPA.
Percebendo o ensino como atividade crítica e como prática social, o professor deve ser concebido como um profissional autônomo, reflexivo, que investiga a partir de e sobre sua própria prática. O contato direto consigo mesmo, com os outros e com os acontecimentos do seu cotidiano faz com que o professor aprenda tentando, acertando e errando, refletindo e elaborando conhecimentos acerca de sua Pática....

Apostila da CIPA para hospitais.

Entrga do documento CIPA a DRT.

Calendario anual.

CIPA cronograma.

baixar:http://www.4shared.com/file/61486135/e5ed1b36/_2__CIPA-CRONOGRAMA.html?dirPwdVerified=99a76715

Carta modelo do desligamento da CIPA.

O sentar, A ergonomia.
Sentar - um dos atos mais básicos do ser humano. Atualmente, sentar não é mais uma mera questão de descanso enquanto comemos, conversamos, relaxamos, é a posição que assumimos para trabalhar. Uma das conseqüências da era da informação é um número cada vez mais expressivo de pessoas que permanecem sentadas por períodos mais longos, geralmente de forma incorreta. E o que é pior, com um corpo que, na verdade, foi concebido especificamente para o movimento. Foi pensando em você que desenvolvemos este material, seja você o responsável técnico. Pela especificação, o consultor que definirá o tipo e modelo das cadeiras para escritório, ou simplesmente tenha um interesse pessoal nesse assunto, como alguém que passa longos períodos sentado no escritório ou em casa. Nosso objetivo é oferecer, a você, mais informação de como nosso corpo, mente e espírito reagem aos longos períodos sentados, assim como nossa condição intelectual e espiritual influência nosso comportamento quando estamos sentados, o que nos auxilia a manter uma postura saudável e um bem estar geral. As informações, contidas neste documento, são objeto de estudos e pesquisas que a Giroflex desenvolveu, para poder oferecer a você as soluções ergonômicas mais adequadas e estudadas para atender às suas necessidades no ambiente de trabalho. O ato de sentar, embora muito simples e cotidiano, envolvem vários movimentos. Acreditamos que somente o sentar ativo, amplamente adaptado ao ser humano e suas necessidades, é capaz de atender às demandas do futuro. A Giroflex começou a especializar-se na fabricação de cadeiras de escritório no início de 1920, e até hoje coopera, intimamente em seu contínuo desenvolvimento ao lado de especialistas em ergonomia e medicina ocupacional. O Professor Doutor Helmut Krueger, Chefe do Instituto de Higiene e Fisiologia Ocupacional do Swiss Federal Institute of Technology, em Zurique, é um dos consultores técnicos responsável por este material. A Giroflex opera em escala internacional desde 1938, tendo fornecido até hoje milhares de cadeiras ergonômicas para usuários que permanecem sentados por prolongados períodos em todos os cinco continentes. Por meio desta publicação, esperamos dar a você, melhores informações sobre as complexas correlações do ato de sentar, esperando que você possa encontrar formas pelas quais seja capaz de gerenciar, de forma benéfica, os longos períodos em que permanece sentado.

Cadeias musculares- Ergomomia.

.OS PRINCÍPIOS DAS CADEIAS MUSCULARES NA AVALIAÇÃO DOS DESCONFORTOS CORPORAIS E CONSTRANGIMENTOS POSTURAIS EM MOTORISTAS DO TRANSPORTE COLETIVO

Ergonomia ministério do trabalho e emprego.

Os efeitos fisiológicos dos esforços estáticos estão ligados à compressão dos vasos sangüíneos. O sangue deixa de fluir e o músculo não recebe oxigênio nem nutrientes, os resíduos metabólicos não são retirados, acumulando-se e provocando dor e fadiga muscular. Manutenções estáticas prolongadas podem também induzir ao desgaste das articulações, discos intervertebrais e tendões.

Apostila de ergonomia.

1. Histórico da Ergonomia
2. Histórico da NR 17 e Comentários
3. Noções Fundamentais de Estudo Ergonômico do Trabalho
4. Análise Ergonômica do Trabalho sob a Ótica da Fiscalização .
ANEXO I - O Corte Manual da Cana-de-açúcar

Ergonomia, Segurança e Medicina

Este artigo tem como objetivo no atual contexto social, econômico, político e tecnológico repensar a importância da Ergonomia e Segurança e Medicina do Trabalho em sua organização ergonômica, visto que tanto as empresas públicas como as privadas possuem atualmente a mesma missão: geração de emprego e renda e respeito às questões ambientais, além da qualidade de prestação de serviço. Iida (1993) define a Ergonomia como o estudo da adaptação do trabalho ao homem, porém Murrell (s/d) entende Ergonomia como "o estudo da relação entre o homem e o seu ambiente de trabalho". A Ergonomia é um conjunto de conhecimentos a respeito do homem em atividade necessária à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de eficiência, conforto e segurança. Esses conhecimentos devem também ser utilizados pelos responsáveis pela organização do trabalho.

Em nosso país, grande parte do empresariado, ainda peca na tentativa de baixar os custos no processo preventivo, comprometendo os aspectos ergonômicos por não possuírem uma visão atualizada na área.

Antropometria na ergonomia.

A ergonomia é definida como a adaptação do trabalho ao homem. Para a realização dos seus objetivos, a ergonomia estuda uma diversidade de fatores relacionados com o homem, a máquina, o ambiente, a informação, a organização, e as conseqüências do trabalho na saúde do trabalhador. Uma característica da ergonomia é a sua interdisciplinaridade, pois diversas área do conhecimento lhe dão sustentação, entre estas a antropometria, ciência que trata das medidas físicas do corpo humano tem uma importância especial, pois devido ao surgimento dos sistemas complexos de trabalho o conhecimento das dimensões físicas do homem com exatidão, é muito importante. Uma das aplicações das medidas antropométricas na ergonomia é no dimensionamento do espaço de trabalho e no desenvolvimento de produtos industrializados como mobília, automóveis, ferramentas, etc. Com o avanço da tecnologia haverá um aumento na precisão e automatização das técnicas de medida para uma melhor definição do tamanho humano e da mecânica do espaço de trabalho, roupas e equipamentos. Com o estabelecimento das relações espaciais em coordenadas tridimensionais associando a engenharia, a biomecânica e a antropometria, uma nova variedade de fenômenos podem vir a ser investigados como procedimentos diagnósticos, a construção de próteses ou a simples confecção de uma roupa.

Introdução a ergonomia.

Em sua atividade de trabalho o ser humano interage com os diversos componentes do sistema de trabalho: com os equipamentos, instrumentos e mobiliários, formando interfaces sensoriais, energéticas e posturais, com a organização e o ambiente formando interfaces ambientais, cognitivas e organizacionais. O ser humano, com seu organismo, sua mente e sua psiquê realiza essas interações de forma sistêmica, cabendo à Ergonomia modelar essas interações e buscar formas de adequação para o desempenho confortável, eficiente e seguro face às capacidades, limitações e demais características da pessoa em atividade.

Postos de trabalho.

- traçar as grandes linhas de um projecto de melhoria das condições de trabalho numa (na sua) empresa/instituição;

- listar algumas situações em que um ergomistaa deve (pode) intervir;
- caracterizar os diversos tipos de actuação e incluí-los nos diferentes tipos de ergonomia;
- caracterizar um processo de intervenção ergonómica de conceito alargado, tal como é entendido na Europa;
- utilizar instrumentos de análise das condições de trabalho, adaptando-as se necessário, á realidade a estudar.

Ergonomia.


«Ergonomia é a ciência dedicada ao estudo do comportamento e reações dos seres humanos durante sua atividade noambiente de trabalho. Seu objetivo é adaptar o trabalho ao potencial e necessidades dos seres humanos.»
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PCMAT

O PCMAT é um conjunto de ações, relativas a segurança e saúde do trabalho, ordenadamente dispostas, visando à preservação da saúde e da integridade física de todos os trabalhadores de um canteiro de obras, incluindo-se terceiros e o meio ambiente.O PCMAT é um elenco de providências à serem executadas em função do cronograma da obra.A exigência quanto a sua implantação obedece a um roteiro segundo a quantidade do número de funcionários. Devem fazer o PCMAT os canteiros de obras que no período compreendido ao primeiro ano de vigência desta NR entre 04/07/95 a 03/07/96 que possuam cem ou mais de cem funcionários ou, no segundo ano de vigência desta NR, entre 04/07/96 a 03/07/97 que possuam 50 ou mais de 50 funcionários.O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissionais legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho, no caso, Engenheiros do Trabalho ou Técnicos de Segurança do Trabalho.

Índice.
  1. Modelos de PCMAT na indústria de construção.
  2. Modelos do PCMAT.
  3. PCMAT.
  4. Custos da implantação do PCMAT.
O programa visa:
-Garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores;
-Evitar ações ou situações perigosas por falta de prevenção;
-Definir atribuições, responsabilidade e autoridade ao pessoal que administra, desempenha e -----verifica atividades que influem na segurança e que intervêm no processo produtivo;
-Determinar as medidas de proteção e prevenção;
-Fazer a previsão dos riscos que derivam do processo de execução da obra;
-Aplicar técnicas de execução que reduzam ao máximo possível estes riscos.
Modelo do PCMAT - Indústria da construção.
Temos que cumprir e fazer cumprir as normas regulamentadoras da portaria n.º 3214 / 78 do Ministério do Trabalho, bem como, os procedimentos internos da Empresa quanto à Segurança e Medicina do Trabalho (PCMAT e PCMSO);Apoiar moral e financeiramente os Programas de Segurança e Medicina do Trabalho da Empresa (PCMAT e PCMSO).

MODELOS DE PCMAT

O PCMAT é definido, segundo PIZA , como sendo um conjunto de

ações relativas a segurança e saúde do trabalho e ordenadamente dispostas, visando a preservação da saúde e da integridade física de todos os trabalhadores de um canteiro de obras, incluindo-se terceiros e o meio ambiente.Esse programa faz parte da nova redação da NR-18, que entrou em vigor através da Portaria nº 4 do Ministério do Trabalho, datada de 04/07/95. Sua elaboração e o seu cumprimento são obrigatórios nos estabelecimentos (obras) com vinte trabalhadores ou mais, e deve contemplar tanto os aspectos da NR-18 quanto outros dispositivos complementares de segurança.

Custos da implantação do pcmat

Este trabalho, produto de uma pesquisa de mestrado, define e quantifica os  custos oriundos da implantação do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) em obras de edificações verticais, do tiporesidencial e com mais de quatro pavimentos, no Município de João Pessoa. Os resultados da pesquisa definem como custos da implantação do PCMAT: custos da implantação propriamente dita, compostos pela elaboração do PCMAT, aquisição de EPI, execução e instalação de EPC, aquisição e instalação de placas de sinalização e extintores, e ainda aquisição de medicamentos; custos de manutenção, formados pela manutenção de máquinas e equipamentos, treinamentos,

palestras, reposição de medicamentos e recarga de extintores; custos de avaliação, compostos de avaliações mensais e trimestrais do programa. Em termos financeiros, os resultados indicam que os custos da implantação do PCMAT representam 1,49% do custo total de construção de uma obra e que correspondem a um acréscimo de R$ ,35/m2. Os custos da implantação propriamente dita representam 79,98% dos custos da implantação do PCMAT, enquanto que os custos de manutenção e avaliação representam 15,77% e 4,25%, respectivamente.